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Conheça Rondônia

 

Capital : Porto Velho
População : 1.377.792 habitantes
Micro-Regiões : 8
Cidades : 52
Área Total : 238.512,8 km²
Dens. Demográfica : 5,77 hab/km²

Principais ramos industriais: Alimentos, Construção Civil, Confelções, Madeira, Metalurgico e Moveleiro.

Minerais: Calario, Cassiterita, Diamantes, Granitos, Ouro e Platina.

Agricultura: Algodão, Arroz, Banana, Café, Cacau, Feijão, Mandioca, Milho e Soja.

Relevo: Cerca de 66% da superfície do território se encontra entre 100 e 300m de altitude

Clima e hidrografia: Predomina em Rondônia o clima tropical úmido com estação seca pouco marcada (Am de Köppen). A pluviosidade varia de 1.900mm, no sul, a 2.500mm, no norte. A temperatura mantém-se elevada durante todo o transcorrer do ano, com médias anuais superiores a 26°C. Todos os rios do estado pertencem à bacia do rio Madeira, afluente do Amazonas. O chapadão forma o divisor de águas entre os rios que correm diretamente para o Madeira, localizados na parte oriental do estado, e os da região ocidental, que correm para o Mamoré e o Guaporé.

Vegetação: Cerca de setenta por cento da superfície de Rondônia é recoberta pela floresta pluvial amazônica. Os restantes trinta por cento correspondem a cerrados e cerradões que revestem a superfície tabular do chapadão.

População: Em 1950 o então território do Guaporé tinha uma população extremamente rarefeita, não passando de pouco mais de 37.000 habitantes. Quarenta anos depois, no começo da década de 1990, o estado de Rondônia já havia ultrapassado a marca de 1.100.000 habitantes. Na década de 1980 a intensa imigração fez aumentar a população de Rondônia em cerca de vinte por cento ao ano, índice sem precedentes na história do país e que causou sérios problemas ao governo estadual, incapaz de suprir de forma tão rápida as necessidades de assistência médica, educação e abastecimento de energia

Agropecuária: Os produtos agrícolas e pastoris começaram a ganhar vulto na economia de Rondônia a partir da abertura da rodovia Cuiabá-Porto Velho (BR-364) em 1961. Em 1994, o estado assumiu um papel de liderança na região Norte como um pólo agrícola capaz de competir em pé de igualdade com os estados do Sul. Tornou-se um dos maiores produtores brasileiros de cacau e o quinto de café do país. Desenvolveram-se também as culturas de milho, feijão, algodão, soja, arroz, mandioca e banana. No mesmo ano, Rondônia contava com o décimo rebanho bovino do país.

Energia: O estado acha-se incluído no programa de desenvolvimento Polonoroeste, que compreende também o noroeste de Mato Grosso. Um de seus projetos básicos iniciais foi a construção da hidrelétrica de Samuel, destinada a assegurar o abastecimento de energia elétrica para todo o estado, afetado, durante mais de uma década, por constantes racionamentos de energia. A hidrelétrica, projetada para gerar cerca de 217MW, mediante cinco turbinas, deveria entrar em operação na segunda metade da década de 1990.

Transportes: Construída a BR-364, com 1.450km de extensão, o estado de Rondônia passou a dispor de ligação terrestre e direta com Cuiabá e São Paulo. Inaugurada em 1984, a rodovia livrou o estado da antiga dependência da ligação fluvial com Manaus e Belém. Dessa forma, a economia de Manaus e Belém teve de enfrentar a concorrência de São Paulo, que começou a expandir pelo sul da Amazônia sua área de influência. Servem ainda ao estado outras rodovias do Plano de Integração Nacional: a BR-319, que faz a ligação Guajará-Mirim-Abunã-Porto Velho-Humaitá AM; e a BR-236, que liga Abunã a Rio Branco AC. Ao ser criado o estado, os projetos de colonização desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) abrangiam um total de 36.518 famílias inscritas, que aguardavam a distribuição dos respectivos lotes de terra. O afluxo de imigrantes era calculado na época em mil famílias por mês. As condições sanitárias da população eram ainda deficientes; devido sobretudo à imigração, Rondônia tem a maior incidência de malária na Amazônia.

Extrativismo: Em 1986, um grupo de madeireiros descobriu no meio da selva uma mina de cassiterita (minério de estanho), mais tarde batizada de Bom Futuro. Três anos depois, extraía-se de Bom Futuro dez por cento da produção mundial do minério, o que equivalia a 37% da produção brasileira. Apesar disso, no início da década de 1990, a indústria extrativa vegetal e mineral -- no passado a principal atividade econômica do estado -- perdeu a importância que tinha no conjunto da economia de Rondônia. Além da cassiterita, os produtos básicos da região são ouro, diamante, borracha, castanha-do-pará, poaia, couros e pescado. A indústria madeireira desenvolveu-se em função da abertura da BR-364, aproveitando o retorno dos caminhões. As florestas de Rondônia são de extraordinária riqueza, principalmente em mogno, vinhático e cerejeira. Responsável pela criação de grande número de empregos -- na derrubada das árvores e no preparo de tábuas, toras, caibros, postes e dormentes.

 

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